segunda-feira, 15 de agosto de 2011

You

Não que vocês acreditem,
mas eu sinto falta de todos vocês.
É como se eu tivesse saído desse corpo
e tudo tivesse ficado em outra vida.
Porque agora é como se eu fosse invisível à todos vocês.
Eu escreveria cartas e mais cartas,
para lembrar daqueles dias.
Não que vocês acreditem,
mas eu me lembro de cada segundo.
Eu transformaria um simples texto em música,
para mostrar a todo mundo o quanto eu me importo.
Não que vocês acreditem,
mas vocês sempre foram os melhores.
Então, se eu conseguisse
eu faria uma música pra vocês.
Eu faria.



Para todos aqueles que eu disse que eram os melhores, e ainda seriam (e são), se eu não fosse tão invisível.
A,F,I,K,L,M.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Blue

Nesse mundo de hipócritas e errados
estão todos fingindo belos sorrisos
fechados em suas perfeitas máscaras.
Não feche seus olhos,
não finja ser um deles.
Não se preocupe em ser estranho,
não se junte nessa igualdade desigual.
O céu ainda é azul,
basta olhar mais uma vez,
com as lentes sonhadoras,
e você verá, o céu ainda é azul.
Não tenha medo de ser a princesa do seu próprio reino.
Se esse não lhe serve mais,
faça seu próprio mundo.
E no meu mundo e no seu,

o céu ainda pode ser azul.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

11 meses

Eles se conheceram. 
Eles estavam completamente desconectados um do outro.
Mas havia um pequeno fio entre eles. Amigos em comum.
Eles se aproximaram. E muito. Se tornaram amigos, confidentes. Melhores amigos.
Eles estavam ligados.
Ela sentia algo por ele, mas achava que não era nada sério. Que ele achava-a insuportável até, mesmo sendo amigos.
Ele também sentia, mas achava que ela nunca iria lhe dar uma chance.
Ela não queria admitir que tudo estava acontecendo de novo. Sabia que podia se machucar outra vez. Ela estava cansada de viver as mesmas histórias. Tinha medo de acreditar que dessa vez seria diferente.
E quem disse que não existia amizade entre um homem e uma mulher, às vezes tem razão. Sim, às vezes.
Então absolutamente do nada, eles eram mais que amigos. A ligação entre eles era algo sem explicação, algo que parecia existir muito antes deles se conhecerem. Talvez exista mesmo essa coisa chamada destino.
Então numa simples conversa, eles criaram coragem pra admitir que havia algum sentimento a mais. E ele foi mais além, ele disse aquilo que ela nunca tinha ouvido antes. Ele falou as três palavrinhas. Ele a beijou.
Havia sol naquele dia. Ela lembra da grama verde do campo de futebol. Do céu amanhecendo, azul e com o brilho do sol. 
Eles estavam nervosos. Era estranho. Eles nunca tinham passado por isso. Não juntos.
Mas eles estavam ali, eles queriam tentar. Eles precisavam saber se era mais que amizade. 
Então quando ele a tomou em seus braços, ela pode sentir e ouvir o coração dele palpitar em uma velocidade anormal. Bom, o coração dela não devia estar muito diferente.
Eles tentaram. 
Eles não eram mais apenas amigos, mas namorados, desde o primeiro instante. Mas nunca deixaram de ser melhores amigos.
Eles enfrentaram proibições, ainda enfrentam. Eles se separaram involuntáriamente por dias, por semanas e por meses. Mas mesmo longe, eles estavam juntos. A ligação era mais forte. Ah, eles descobriram que essa ligação tinha um nome, bem simples e bem intenso, amor.
E por causa desse amor indimensionável, faz há 11 meses eles tentam. E por incrível que possa parecer - pra quem sabe de toda a história - eles conseguem.





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vocês sabem,

Foi difícil. É difícil.
Meus pais perguntam: Porque essa cara? O que foi? O que está acontecendo? Tá de mal com a vida? Parece que está morrendo...
Sério que eu preciso responder isso? Será que vocês não sabem? Acho que sabem melhor do que ninguém. E desculpe, mas a culpa é de vocês. Desculpe mesmo.
Vocês sabem qual a solução. Sabem que basta uma palavra e minha vida vai ser normal de novo. Mas vocês não querem, não aceitam. NÃO ENTENDEM.
É difícil demais ver que cresci? É tão absurdo assim uma pessoa nascer e crescer? Não é o ciclo natural da vida?
Em que mundo que vocês vivem? Estão na Idade da Pedra ainda? 
Muitas perguntas, não é? Eu as faço todos os dias. O tempo todo. E outras inúmeras que nem lembro mais. A mais recorrente: POR QUE?
Se vocês abrissem os olhos veriam o quão errados estão, dessa vez. Talvez realmente vocês SEMPRE estejam certos, e "cantem a pedra" antes. Mas não dessa vez. É duro demais saber que estão errados?
 Sabe o que a teimosia de vocês causa? Essa cara, esse mal-humor, e o fato de eu estar "quase morrendo". 
Vocês também veriam que tudo que vocês acham que aconteceria se eu namorasse, não está acontecendo. Ah, mas vocês não querem ver, não é?
É ciúmes isso? É possessividade? É o que?
Bom, vocês decidiram assim. Então, como eu já disse, não me peçam pra ser feliz 24 horas, nem pra sorrir como se tudo estivesse bem. PORQUE NÃO ESTÁ.
Eu estou despedaçada, sozinha, incompreendida, fraca.
Porque querem que eu fale o quê? Vocês não querem escutar meu melhor assunto. Querem que eu saia de casa pra quê? Vocês não vão me levar aonde eu quero. 
Se um dia quiserem me ver bem, já sabem o que fazer.

domingo, 23 de janeiro de 2011

To remember

Faz tempo que não posto nada, eu sei.
Mas é por pura preguiça. E também porque não sei mais escrever. rs
Bom, eu ando pensando, (aliás, eu sempre penso) em como eu sinto falta de muitas pessoas. Dos meus amigos.
De todos aqueles que eu conheci e convivi. Alguns foram as pessoas mais adoráveis e mais importantes da minha vida. Outros também foram importantes, mas talvez em uma escala um pouco menor.
Mas o fato, é que sinto uma saudade imensa de todos, absolutamente todos. E a maioria não sabe disso.
A maioria não entende que quando se estuda do IFSC, você não tem tempo pra nada. Nada.
Eu não saí o ano inteiro, agora no verão, um dia ou outro eu vejo alguns amigos. Mas eu queria ver todos, sempre. Eu realmente queria.
E claro, os amigos do IFSC, obrigada por estarem ao meu lado o ano inteiro, eu já teria desistido sem vocês, a gente sabe o quanto é duro. (Entendam que eu tenho menos de uma hora com meu namorado somando todos os intervalos. Vocês já sabem como é difícil. Então fiquem conosco.)
Como eu disse, não sei mais escrever.
Mas pros meus amigos, e vocês quem são, não esqueçam que vocês ainda são importantes pra mim. Mesmo.
Tentem entender.



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